segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Organização da Tabela Periódica: Como saber se certos elementos pertencem ao mesmo grupo

O número atómico dos elementos de cada grupo tem sempre uma diferença de 8 ou 18. Ou seja, para saber se certos elementos pertencem ao mesmo grupo, tudo o que precisamos de fazer é calcular a diferença. Por exemplo, como saber se o fósforo (15P) ou o enxofre (16S) pertencem ao grupo do oxigénio (8O)?
Z(P) - Z(O) = 15-8 = 7
Z(S) - Z(O) = 16-8= 8
Isto significa que o enxofre pertence ao grupo do oxigénio.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Organização da Tabela Periódica: Os grupos e Períodos

A tabela periódica está organizada em 18 grupos e 7 períodos. No grupo 1 temos os metais alcalinos, no grupo 2 os metais alcalino-terrosos,no grupo 17 temos os halogéneos e no 18 os gases nobres ou inertes.
Todos os grupos e períodos estão relacionados através de um conjunto de regularidades:

  • Nos grupos:
Eletrões de valência: O eletrão de valência de todos os elementos de um grupo é sempre o seu último número. Ou seja, o eletrão de valência de todos os elementos do grupo 1 é 1, do grupo 2 é 2, do 17 é 7 e do 18 é 8.
Tamanho: O tamanho do átomo aumenta ao longo do grupo porque há mais níveis de energia ocupados.
  • Nos períodos:
Níveis de energia: O número do período determina os níveis de energia de um átomo. Ou seja, todos os átomos do primeiro período têm 1 nível de energia, do segundo têm 2, do sétimo têm 7.
Tamanho: Ao longo do período o tamanho dos átomos diminui porque o último nível está cada vez mais cheio, fazendo com que a nuvem se contraia.


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sábado, 4 de outubro de 2014

A Evolução do Modelo Atómico

A palavra "átomo" vem do grego "a + thomos", que significa "sem divisão".

A ideia de átomo começou por ser a de partículas indivisíveis pelas quais toda a matéria era feita, no século V a.C.


John Dalton voltou à ideia em meados do século XIX. Os átomos ainda eram tidos como partículas indivisíveis e, segundo o químico, estariam na origem das várias substâncias conhecidas. Os átomos dos diferentes elementos combinar-se-iam, formando assim compostos novos. Na sua teoria do modelo atómico Dalton expôs o átomo como sendo uma minúscula esfera maciça, impenetrável, indestrutível, indivisível e sem carga.

Mais tarde nesse século, Joseph John Thomson descobriu os eletrões: partículas de carga negativa muito mais pequenas que o átomo. A sua descoberta provou que o modelo de Dalton estava errado, e foi criada assim uma nova teoria:  a teoria do Modelo Atómico de Thomson ou Modelo do Pudim de Passas. É assim designado porque, neste modelo, o átomo é composto de eletrões embebidos numa sopa de carga positiva, como passas num pudim.


Em 1911 um físico chamado Ernest Rutherford realizou uma experiência em que utilizou uma fonte radioativa (que emitia partículas alfas), um contador geiger e uma folha de ouro extremamente fina. Ele observou que o átomo teria bastantes vazios pois a maior parte das partículas conseguiram atravessar a folha de ouro. Outras eram mandadas para trás, o que lhe permitiu imaginar que houvesse um núcleo denso que seria positivo porque essas partículas sofriam alterações na sua tragetória. Rutherford criou assim o seu modelo atómico.


Niels Bohr deu continuidade ao trabalho de Rutherford. Ele estudou os espectros eletromagnéticos dos elementos e chegou à conclusão que só é permitido ao eletrão ocupar níveis energéticos nos quais ele se apresenta com valores de energia múltiplos inteiros de um fotão. Ao novo e melhorado modelo chamou-se Modelo Atómico de Rutherford-Bohr.


O modelo atómico que hoje consideramos correto é o da nuvem eletrónica. Embora tenha havido imensas contribuições importantes, os principais responsáveis por esta ideia foram Heisenberg, Dirac e Schrödinger. O modelo diz que no centro do átomo há um núcleo constituído por protões e neutrões. À sua volta os eletrões giram a grande velocidade.
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